Polícia vai investigar desvio de jornais com denúncia contra candidato a vereador

Os homens perguntaram especificamente pela reportagem sobre Gordo.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar a ação de um grupo de 30 homens que esteve na central de distribuição dos jornais, no Centro de Niterói, e forçou a venda de todos os exemplares do caderno “Mais São Gonçalo”. O suplemento do jornal EXTRA, que não pode ser vendido separadamente, trazia na capa uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o candidato a vereador de São Gonçalo Aristeu Eduardo Teixeira da Silveira (PMDB), o Eduardo Gordo,por ter participado de um esquema de fraudes com verbas da Saúde, em 2005.

De acordo com o delegado Sérgio Caldas, responsável pelo 4º Departamento de Polícia de Área (DPA), será instaurado um procedimento, com base nas informações veiculadas pela imprensa, para apurar o constrangimento sofrido por funcionários da empresa responsável pela distribuição de exemplares de jornais em São Gonçalo.

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Caldas pede às testemunhas que procurem a delegacia para prestar mais detalhes sobre o ocorrido ou entrem em contato com a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC) através dos telefones (21) 2334-8823, (21) 2334-8835 e pelo chat https://cacpcerj.pcivil.rj.gov.br/.

Na noite de terça-feira, Gordo se reuniu com cerca de 3 mil correligionários, no Clube Tamoio, no Centro de São Gonçalo.

Segundo pessoas que estavam presentes do encontro, o candidato também negou que tenha sido o responsável por enviar um grupo à central de distribuição de jornais. Ele também se disse vitima de uma perseguição de seus inimigos políticos.

Na manhã de terça-feira, o EXTRA circulou em São Gonçalo sem o caderno da cidade, depois que um grupo de 30 homens esteve, durante a madrugada, na central de distribuição, em Niterói, e forçou a venda do suplemento que trazia, na capa, denúncia contra Gordo, que é ex-presidente da Câmara de Vereadores. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de fraudes com verbas da Saúde, em 2005.

O grupo forçou a venda de todos os cadernos “Mais São Gonçalo”, que não pode ser comercializado separadamente e sequer tem preço. O objetivo era impedir que os jornal chegasse completo nas bancas. Os homens perguntaram especificamente pela reportagem sobre Gordo. O grupo também forçou a venda do jornal “O Fluminense”, que trazia a mesma notícia.

001Fonte: Extra

 

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