FALSA DENTISTA É PRESA EM PIABETÁ- MAGÉ

Stephanie Ferreira Mathias foi encontrada em uma clínica em Magé e admitiu não ter formação superior em Odontologia.

Publicado em 29 de outubro de 2026

Uma mulher foi presa em flagrante nesta quarta-feira (28), suspeita de exercer ilegalmente a profissão de cirurgiã-dentista e realizar procedimentos odontológicos sem a formação necessária. A suspeita, identificada como Stephanie Ferreira Mathias, foi localizada em uma clínica em Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, após a identificação de indícios de que a mulher estaria realizando procedimentos odontológicos sem possuir formação superior na área.

SUSPEITA ADMITIU NÃO TER FORMAÇÃO EM ODONTOLOGIA

Durante as diligências, Stephanie declarou aos policiais que não possui formação superior em Odontologia e afirmou que nunca chegou a iniciar um curso universitário nessa área.

Segundo a Polícia Civil, a mulher relatou ter participado apenas de uma palestra relacionada a procedimentos odontológicos. Ela também teria realizado um curso on-line voltado à aplicação de facetas, conforme informou a delegada Débora Rodrigues.

A capacitação mencionada, no entanto, não equivale à formação universitária exigida para o exercício da profissão de cirurgião-dentista.

PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS SEM HABILITAÇÃO

A atuação de pessoas sem habilitação em procedimentos odontológicos pode representar riscos à saúde dos pacientes, especialmente quando envolve intervenções que exigem conhecimento técnico, avaliação clínica e domínio de protocolos de biossegurança.

Procedimentos estéticos, como a aplicação de facetas dentárias, também exigem avaliação profissional adequada para evitar complicações e danos à saúde bucal.

No Brasil, o exercício da Odontologia é regulamentado por lei e exige formação e habilitação profissional, conforme as normas aplicáveis à categoria.

INVESTIGAÇÃO E RESPONSABILIZAÇÃO

A prisão em flagrante ocorreu após a suspeita ser encontrada na clínica localizada em Piabetá. O caso foi encaminhado às autoridades policiais para os procedimentos legais cabíveis.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias em que os atendimentos eram realizados e apurar se outras pessoas foram submetidas a procedimentos pela suspeita.

Até o momento, as informações divulgadas não detalham quantos pacientes teriam sido atendidos, quais procedimentos foram efetivamente realizados nem se houve vítimas com complicações.

A suspeita poderá responder criminalmente pelos fatos apurados, cabendo às autoridades competentes definir o enquadramento jurídico aplicável. A responsabilização definitiva depende do andamento da investigação e da análise da Justiça.

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