Cantor, compositor e pianista enfrentava um câncer de próstata há cerca de um ano e estava internado em São Paulo.

Publicado em 18 de outubro de 2026
O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Um dos nomes marcantes da música popular brasileira (MPB), o artista estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer de próstata havia aproximadamente um ano. A morte foi confirmada pela assessoria do músico.
As informações sobre o velório e o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas até a última atualização desta reportagem.
A morte de Benito di Paula representa uma perda para a música brasileira, especialmente para o samba e suas vertentes românticas. Com uma identidade artística própria, marcada pela voz característica, pela interpretação intensa e pelo piano, o cantor conquistou gerações de admiradores e deixou um repertório que permanece presente na memória do público.
Carreira marcada por grandes sucessos
Nascido em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, Benito di Paula tinha o nome de nascimento Uday Veloso. Ele começou a carreira musical como crooner em boates e, ao longo dos anos, desenvolveu um estilo que aproximava o samba de melodias românticas e arranjos marcados pelo piano.
O artista ganhou projeção nacional principalmente na década de 1970, quando suas músicas passaram a ocupar espaço nas rádios e a conquistar grande popularidade em todo o país.
Entre os maiores sucessos de sua carreira estão “Retalhos de Cetim”, “Meu Amigo Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Do Jeito Que a Vida Quer” e “Como Dizia o Mestre”. As canções ajudaram a consolidar seu nome como um dos artistas populares mais reconhecidos de sua geração.
Sua maneira de cantar e tocar piano se tornou uma das principais marcas de sua trajetória. Ao combinar elementos tradicionais do samba com influências românticas, Benito construiu uma sonoridade própria e ampliou o alcance do gênero junto a diferentes públicos.
Um legado que atravessou gerações
Mesmo depois de alcançar o auge da popularidade, Benito di Paula continuou ligado à música e manteve sua obra viva por meio de gravações, apresentações e projetos especiais.
Em 2021, o artista lançou o álbum O Infalível Zen em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo, também músico. O trabalho reuniu releituras e composições, demonstrando a continuidade de sua ligação com a criação musical e a troca artística entre gerações.
Em 2025, Benito também foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro, no Carnaval de São Paulo. O desfile destacou sua contribuição para a música brasileira e relembrou canções que marcaram sua história.
A trajetória do cantor foi construída ao longo de mais de cinco décadas, com apresentações, discos e composições que ajudaram a estabelecer sua identidade na MPB.
Homenagens e despedida
Após a confirmação da morte, a expectativa é pela divulgação de informações oficiais sobre as últimas homenagens ao artista. Até a última atualização, a assessoria ainda não havia informado os locais e horários do velório e do sepultamento.
Benito di Paula deixa uma contribuição expressiva para a cultura brasileira. Suas canções, reconhecidas pela mistura de samba, romantismo e piano, continuam a fazer parte do repertório afetivo de milhares de brasileiros.

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