A partida foi interrompida poucos minutos após o apito inicial.

Publicado em 8 de maio de 2026
A interrupção e posterior cancelamento da partida entre Independiente Medellín e Clube de Regatas do Flamengo, válida pela fase de grupos da Copa Libertadores da América, ganhou forte repercussão internacional na noite desta quinta-feira (7). Veículos da Colômbia, Argentina e Espanha classificaram os episódios registrados no Estádio Atanasio Girardot como “caos”, “escândalo”, “grave violência” e uma das noites mais tensas recentes do futebol sul-americano.
A partida foi interrompida poucos minutos após o apito inicial, quando torcedores do Medellín passaram a lançar sinalizadores, rojões, bombas e objetos em direção ao gramado. Houve ainda registros de incêndios em setores das arquibancadas, retirada de grades de proteção e tentativas de invasão do campo. Diante da falta de segurança, o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela determinou a suspensão imediata do confronto e encaminhou jogadores e comissões técnicas aos vestiários.
Segundo a imprensa colombiana, os protestos teriam sido organizados por grupos de torcedores revoltados com a crise esportiva e institucional do Independiente Medellín, eliminado recentemente do Campeonato Colombiano após derrota para o Águilas Doradas. Parte da torcida também protestava contra o acionista majoritário do clube, Raúl Giraldo.

O portal colombiano Infobae afirmou que os distúrbios atingiram “tal magnitude” que inviabilizaram qualquer tentativa de retomada da partida. Já o jornal argentino TyC Sports descreveu que o estádio foi “tomado pelo caos” logo após o início do jogo, enquanto o tradicional El Gráfico destacou os “graves incidentes” protagonizados nas arquibancadas.
Na Espanha, jornais esportivos como Diario As e Marca também repercutiram os episódios. O Diario As apontou que os atos dos ultras do Medellín teriam sido planejados para pressionar a diretoria do clube e provocar punições da Conmebol. Já o Marca classificou a situação como uma das noites mais tensas da Libertadores nos últimos anos.
Após cerca de uma hora de paralisação, a CONMEBOL confirmou oficialmente o cancelamento da partida por falta de garantias de segurança. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (8), a entidade informou que o caso será encaminhado ao Comitê Disciplinar da confederação para análise das sanções cabíveis.

Rede TV Mais A Notícia da sua cidade!
