Delegado da PF recebia dinheiro do CV para vazar operações, aponta investigação

Os alvos vão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais.

Publicado em 9 de março de 2026

Uma nova fase da Operação Anomalia levou agentes da Polícia Federal a cumprirem, nesta segunda-feira (9), uma nova ordem de prisão contra Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esp

ortes do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso investigado atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência dentro de órgãos públicos para favorecer interesses do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do estado.

Carracena foi indicado ao órgão para o governo Cláudio Castro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). É a segunda ordem de prisão: ele já estava detido por outra acusação neste mesmo caso. No entanto, o secretário do Consumidor Gutemberg Fonseca , outro aliado de Flávio, afirma que foi ele quem indicou Carracena ao governo.

Segundo a Polícia Federal, o esquema incluía o vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais e investigações em andamento. Em troca, integrantes do grupo recebiam pagamentos da organização criminosa, garantindo que integrantes da facção fossem alertados previamente sobre ações das forças de segurança.

Esquema de corrupção e influência

As apurações indicam que o núcleo investigado funcionava como uma espécie de ponte entre criminosos e agentes públicos, oferecendo proteção institucional ao grupo criminoso. Entre as suspeitas estão crimes como corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de investigações.

Ainda segundo a PF, o vazamento de dados estratégicos comprometeu operações de combate ao tráfico e permitiu que integrantes do Comando Vermelho evitassem prisões e apreensões.

Nova fase da investigação

A nova etapa da Operação Anomalia aprofunda a investigação sobre a atuação do grupo e busca identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Mandados judiciais foram expedidos com base em provas reunidas ao longo da investigação, incluindo movimentações financeiras suspeitas e interceptações autorizadas pela Justiça.

Os investigadores também apuram se o esquema se estendia a outras áreas da administração pública e se mais agentes públicos teriam participado da rede de favorecimento ao crime organizado.

Próximos passos

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares como o afastamento de funções públicas.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas. O objetivo é desarticular completamente a estrutura de influência que teria sido montada para beneficiar o Comando Vermelho dentro de órgãos públicos.

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