O esquema tinha base preferencial na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

Publicado em 4 de março de 2026
Três pessoas foram presas nesta quarta-feira (3) sob acusação de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Pecunia Obscura, também cumpriu 23 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 150 milhões.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 320 milhões ao longo dos últimos cinco anos por meio de um esquema sofisticado de golpes contra instituições financeiras e empresas.
Como funcionava o esquema

Segundo os investigadores, a organização atuava com a criação de empresas de fachada e utilização de “laranjas” para abertura de contas bancárias. A partir dessas contas, eram realizadas operações fraudulentas, como obtenção irregular de crédito, transferências eletrônicas com uso de dados falsificados e pulverização de valores para dificultar o rastreamento.
Os recursos obtidos de forma ilícita eram posteriormente “lavados” por meio da aquisição de imóveis, veículos de luxo e investimentos em negócios formais. Parte do dinheiro também era transferida para contas de terceiros, numa estratégia para ocultar a origem criminosa.
Mandados e bloqueios
Além das três prisões duas preventivas e uma temporária , a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de bens e ativos financeiros até o limite de R$ 150 milhões. Entre os bens atingidos pela decisão estão imóveis residenciais e comerciais, veículos de alto padrão e participações societárias.
Os 23 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados e a empresas suspeitas de integrar o esquema. Durante as diligências, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, contratos e mídias digitais que agora passarão por perícia.
Crimes investigados
Os suspeitos poderão responder por organização criminosa, estelionato, fraude bancária e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão, em caso de condenação.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes do grupo e apurar se há participação de funcionários de instituições financeiras ou de servidores públicos.
A defesa dos investigados ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

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